Inadequada para a sociedade, sou uma desclassificada e insolente que vive um estilo de vida moralmente questionável.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Pequeno post.
P.S: Não sei quem escreveu essas palavras, só sei que quando as li me reconheci. Enfim, um pouco sobre mim.
sábado, 26 de junho de 2010
(Novamente) Há metafísica bastante em não pensar em nada
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
Basicamente eu adorei essa frase que é um poema de Alberto Caeiro Heterônimo de Fernando Pessoa. (já postei aqui esse poema). O outro “eu” dele, que exatamente Alberto ou Fernando quis mostrar o quanto as pessoas usam máscaras no dia a dia. O quanto você não conhece verdadeiramente uma pessoa.
Eu uso milhões de máscaras, existem tantas Pollyannas em mim que constantemente perco o controle sobre elas. (Sexy, meiga, bonita, linda, humana, solidaria, tarada, egoísta, feia, depressiva, raivosa...) São tantas, que um dia gostaria que alguém pudesse enxergar a verdadeira Pollyanna em mim, e entendessem todos os meus verdadeiros sentimentos. Agora me pergunto o porquê às pessoas usam tantas máscaras? Pergunto-me porque uso tantas máscaras? Qual é meu medo? Porque é realmente algum tipo de medo assim, chego a uma conclusão mais, não consigo entender, não consigo.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Menos de um segundo.
Menos de um Segundo
Rosa de Saron
Composição: Guilherme de SáLembro de nós dois
Sorrindo na escada aqui
Estava tudo tão bem
E de repente acabou
Vozes no portão
Passos no saguão
Poderia ser Você
Mas faz tempo que partiu
Deixou algo aqui, e pouco a pouco encontro seus sinais
Menos de um segundo e eu já perco o ar
Quase um minuto, quero te encontrar
É um sentimento que preciso controlar
Porque Você se foi
Não está aqui
Tudo que ficou
Mexe com meu interior
Isso afeta meus sentidos
Foi o seu cheiro que sumiu
Tudo acabou, interrompeu-se tudo que existiu
Menos de um segundo e eu já perco o ar
Quase um minuto, quero te encontrar
É um sentimento que preciso controlar
Porque Você se foi
Não está aqui
Partiu num dia qualquer
Sem ao menos dizer adeus
E o que ficou?
Um coração que sofre
Como quem espera a próxima entrada da estação
E o que separa o frio do calor
É a emoção de saber que vou
Poder te encontrar um dia
Eternamente te encontrar
Eternamente encontrar Você
Menos de um segundo e eu já perco o ar
Quase um minuto, quero te encontrar
É um sentimento que preciso controlar
Porque você se foi
Não está aqui
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Desejos.
Sei que com toda essa minha idade, eu já passei daquela fase de adolescência em que a menina vive apaixonada por um menino, e acontece aquela troca de olhares. (isso acontecia no meu tempo de mocinha.) Hoje em dia as coisas estão diferentes. Enfim, me encontro naquela fase paixão, fogo, e com direito a muita excitação. Estou com um modelo masculino idealizado, e fico querendo literalmente me envolver com esse tipo de homem másculo que eu idealizei. E quando vejo algum pela frente, (devo admitir que esteja vendo eles demais tanto pessoalmente como mentalmente). Fico imaginando e desejo os que estão longe e perto de mim.
Bem tudo começou com um único espécie de macho que enlouqueceu demais minha cabeça e meu corpo literalmente. Ele brinca comigo, como eu brinco com ele sem duvidas. Só que ele é malvado e não deixa rolar, me deixa a ver navios, enlouquecida literalmente. des de então comecei a procurá-lo em outros corpos, não sei se consigo achá-lo em outros modelos mais, consigo chegar perto admito.
Parei para fazer uma contagem de quantos estão virando minha cabeça ultimamente e a partir de hoje são três homens, (sim, eu sou bem gulosa) não bonitos como os modelos padrões mais aceitáveis porque eles têm muitos encantos especificos. Eu sei que preciso controlar essa fúria sexual, sim sexual devo me acostumar a essa palavra, antigamente por meus instintos puritanos me assutaria, hoje eu me acostumei e sei que é normal se sentir atraida por um homem, uma atração carnal, mental, espiritual. Então o que me atrai neles? Bem o tipo físico conta, e o ar de mistério que eles exalam, me alucinam, atrai meus olhares sobre a sua figura. seu corpo, seu ser. Não anseio nada com alguns, mais não posso impedir que meus olhos percorram seus corpos e minha mente viagem sobre seus corpos. Imaginando os corpos colados, suados, irradiando prazer.
domingo, 20 de junho de 2010
Talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor...
Escrevo essas palavras para que você saiba do sentimento que esá nascendo em mim. Não sei dizer bem quando começou mas, sei dizer o quanto é bom isto aqui. Sei bem que você não irá ler estas palavras, por isso que escrevo. sou covarde admito, não dizer o que sinto me faz ser assim. Escuto minha razão que me pede silêncio. Tento te conquistar, sinto você comigo e ao mesmo tempo tão distante de mim, não sei se é bom ou ruin. Gostaria (eu acho) que sentise essa emoção que tomou conta de mim, sei que é impossível, (já que você tem outra pessoa em seu coração) ou não. Me pergunto como vou conseguir esconder tudo isso dentro de mim, não sei se é amor, não sei se é paixão, é um sentimento gostoso que tomou conta de mim. Sinceramente, não sei.
* "Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária." Clarice Lispector
sábado, 19 de junho de 2010
Achado.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Imagem.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Enfim "me achei"
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Crônica do Amor
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema V"
Heterónimo de Fernando Pessoa