sábado, 13 de julho de 2013

Saturday your lovely welcome.

“Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.”
—  Tati Bernardi.   

      
Pois é, tenho todas essas vontades, pena que não tenho a coragem necessária para falar, me declarar, falo aqui pois sei que você nunca vai ler... Afinal, você nem sane que tenho esse blog, que descrevo aqui todas as minhas angustias e medos. Eu acho enfim que ninguém sabe, prefiro que seja assim então, o segredo bem guardado, só confidenciado em frases e textos do Abreu, da Bernardi, da Lispector, da Macedo... E de mais alguém que me descreva, que descreva esse sentimento, no final eu ainda nem tenho mesmo certeza...

domingo, 7 de julho de 2013

I'm

“Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.”
—  Clarissa Corrêa

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Gimme a reason to live, gimme a reason to live?


Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fé
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Confesso

“É Deus, ando pensando muito que quando eu era criança eu falava mais com o Senhor, eu conseguia sentir mais a tua presença, principalmente quando eu entrava no meu quarto e ligava o som mais alto e ficava lá, falando com o Senhor, não sei o que anda acontecendo comigo, não estou me sentindo mais digna de falar contigo, eu sei, eu sei que isso não é certo, que o Senhor me aceita como sou, mas é uma insegurança minha, uma coisa estranha que está me sufocando. Eu sei que o Senhor quer que eu chegue e fale contigo como uma criança mesmo, mas é que estou fraca, estou muito fraca, quero muito ser como antes, falar contigo como antes, te sentir como antes, e o melhor, te ouvir como antes. Eu me afastei, estou longe de tudo, mas por favor Senhor não deixe que eu fique longe de Ti, não se esconda de mim, olha pra mim Deus, não olhe o meu sofrimento pois eu sei que não é isso que o Senhor quer, mas veja a pouca fé que ainda me resta, a fé que já foi grande mas agora é apenas uma gota. Sou falha , sei que erro a cada instante. Mas quero lhe pedir que fique em mim, que faça de mim o Teu querer .”

sábado, 1 de setembro de 2012

Ai, ai.

“Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos. Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça. Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.”
— (José Saramago)

6 dias

“No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. (adaptando para freira, no meu caso) No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. (adaptando para o D, no meu caso) No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu.”
— (Memórias póstumas de Brás Cubas)

sábado, 11 de agosto de 2012

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Estava voltando para casa hoje a tarde quando pela janela do onibus lembrei de meus tempos de escola, como fazia tanto tempo e ao mesmo tempo parece que foi ontem, e começei a pensar no meu tempo hoje, se estou aproveitando cada segundo do meu dia, se tenho feito tudo para ser feliz como sempre quis, se, se e mais "ses" Quando penso no tempo perdido me desespero, tento correr atrás, será essa a solução?

domingo, 29 de julho de 2012

;)

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, á margem de nós mesmos.”
— (Fernando Pessoa)

sábado, 14 de julho de 2012

Permita-me

“Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silêncio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.
”
— (Cecília Meireles, Serenata)

domingo, 1 de julho de 2012

Vazio...

“Hoje irei a uma biblioteca qualquer, pegarei um livro que me chame atenção pelo título, pelo autor ou até mesmo pela capa. Preencherei a ficha de entrega. Chegarei em casa e no mais profundo silêncio do meu quarto, mergulharei naquele livro, mergulharei com tudo e de cabeça. Entrarei em um mundo mágico, independente de qual é o tema abordado. Intrometerei na vida dos personagens, darei minhas opiniões, e ficarei mais ansiosa a cada página que ler. Terminarei o livro em pouco tempo. Voltarei àquela mesma biblioteca. Pegarei outro livro, preenchendo assim a ficha. Com tantos livros, tantas histórias, tantas emoções, nem me lembrarei que ao contrário da minha ficha, meu coração está vazio.”
— Limites